Vera Holtz convida o público a refletir na sua nova peça “Ficções"
Foi na Casa das Artes em Vila Nova de Famalicão que a atriz brasileira, Vera Holtz, terminou a turnê da peça de teatro “Ficções". Peça esta que passou por dois países, Brasil e Portugal. No dia 7 de abril, Vera Holtz subiu ao palco pela última vez para encenar “Ficções".
“Ficções” é uma adaptação do livro “Sapiens” de Yuval Harari. Inicialmente idealizado, dois anos antes da estreia, por Felipe Heráclito, um jovem produtor Brasileiro. Mais tarde, foi Rodrigo Portella que redigiu o texto e encenou. Ao lado de Vera Holtz, no palco, o músico Federico Puppi contracena com a mesma.
Nesta peça a atriz transforma-se em diferentes personagens, canta, improvisa, fala com o público, faz brincadeiras e instiga-o a pensar. A peça é um desafio que nos leva a pensar sobre a evolução humana e a direção que toma. O monólogo foi escrito especificamente para a atriz e funde a persona "Vera viral", do seu Instagram, a atriz, uma mulher de cabelos brancos e sem filhos que questiona: “o que fazemos com nossas virtudes?”
Estive à conversa com a atriz e com o músico para saber mais sobre a peça.
Qual foi o maior desafio que enfrentou durante a preparação da peça?
“Para mim, no meu caso, acho que foi mais essa coisa de entender o que é uma mulher de 72 anos fazendo uma obra que exige dela uma hora e 25 minutos de texto na ponta da língua, né? E um corpo ágil, né? Flexível, né? E essa relação não foi um desafio, mas aí foi um prazer. A relação com a música. A gente improvisa, né? Faz as brincadeiras de improviso. E de trabalhar com o instrumento, com o Federico Puppi, que é um belíssimo instrumentista, mas a gente é um diretor musical e compositor. Aí já é o outro lado, tá? A dificuldade e o prazer de você estar... Misturar linguagem. Misturar linguagem, a linguagem da música e a palavra.”
O que espera que o público leve consigo após assistir a peça? “A reflexão. Profunda reflexão sobre a condição humana. É uma sementinha que a gente deixa nas pessoas para entender se tudo é ficção, se tudo é criação, se tudo é crença. O homem, ele precisa de crença, se não, não sobrevive. Então isso tudo pode ser mudado, né? A gente pode ter gerações novas que se relacionem de uma forma inédita, né? Porque tem que ser tudo novo com o nosso planeta. Dúvidas, muitas dúvidas e muitas perguntas. As sementes das perguntas para sair pensando. Tem que pensar. É a hora que a gente fala. Pensa, pensa, pensa.”
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